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Fundado, em 22 de janeiro de 2012, o Núcleo de Correspondência Constitucionalistas de São Vicente, que tem como intuito: Promover, pesquisar e divulgar as conquistas, as consequências e os feitos inerentes à gloriosa revolução de 1932.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012


SÃO VICENTE E A REVOLUÇÃO DE 32

Fundada em 22 de janeiro de 1532 pelo português MARTIM AFONSO DE SOUZA é o primeiro povoamento realizado em território brasileiro, ascendendo a condição de municipalidade pelo Decreto Real de 29 de outubro de 1700, tornou-se cidade em 15 de novembro de 1895.
Tem os títulos de Cellula Mater (do latim: Célula-mãe) da Nacionalidade e Cidade Monumento da história da Pátria.
São Vicente participou ativamente na Revolução de 1932 com denodo com seus guerreiros em todos os setores da campanha glorificando o lema em seu brasão e foi representada nesta causa Constitucionalista pelos vicentinos:

Tenente Durval Amaral (morto em combate no setor Norte), Pérsio de Souza Queiroz (falecido em conseqüência de ferimentos recebidos em combate), Waldyr Schmidt, Pedro Mihich, Pedro Servidio, David Pimenta, Antonio Santos Amorim, Edhemar Dias Bexiga, Vasco de Castro Bicudo, Yago de Castro Bicudo, Herondino da Fonseca, José Alves Rodrigues, José Meirelles Júnior, Roberto Adamazyk, Selezio de Lima, Persio Requejo, Júlio Trigo, Francisco Palmeira Martins, Adhemar Gomes, Cordovil Penna, Carlos Boxton, Henrique Freixo, Oscar A. Freixo, Mário Machado, Waldemar Chaves, Odyl Jope, Armando Chancharullo, Waldemar Leal, Nestor Dias Bexiga, Frederico Leal Gomes, Orlando Dias Bexiga, Alexandre Chassereaux Júnior, Carlos Costa e Silva, Renato de Souza Queiroz, José de Moraes Jardim, Oswaldo Lobo Vianna, Antonio Lobo Vianna, Euclydes Pereira Mendes, João Villela, Álvaro Meirelles da Silva, Fernando Fernandes, João Gonçalves, Rodolpho C. Lima, Oswaldo Tavolaro, José Santos, Germano Blume, Luiz M. Araújo, Renato Pimenta, Cláudio Sá, Marinho Sá, Francisco Sá Júnior, Homero Requejo, Manoel Gonçalves, Helli Botto Filho, Cyro Schepis Júnior, José Pelicano, Dr. Sebastião Paes e Alcântara, Alexandre Rodrigues Alves, Dr. Wladimir Spillborghs, João Chancharullo, Manoel Dias Júnior, Sílvio Araújo, Milton Moreira, Sylvio Silva, Mauricy Moreira, Waldemar Blume, Benedicto Serrano, Carlos Lustosa, Adhemar Chaves Sampaio, Hugo Moura, Arnaldo Oliveira, Manoel Oliveira, Rodolpho Mikulasch, Antonio Dias, Sérgio de Campos, Alcyr Carvalho, Eduardo Freitas Júnior, Manoel C. Freitas, Francisco Januário Silva, José Souza, Francelízio Santos, Padre Francisco Lino dos Passos, Erito Mazzini, João Serpa, Francisco Gonçalves, Dr. Luiz Fructuoso F. Costa, Antonio Gardon, José Ribas d'Avila, Pedro Sant'Anna, José Domingues, João Braz, Miguel Caruso e Raul Schmidt de Toledo.
No dia 3 de setembro, o heróico santista tombava no campo de honra. Era o Durval Amaral, 2º tenente da Força Pública Estadual, pertencente ao 5º B.C.P., com 21 anos de idade, vítima de ferimentos num combate no Setor de Silveiras..
Durval Amaral era vicentino e São Vicente não o esqueceu, consagrando-o numa placa de rua e um monumento público, ao lado de outros companheiros.

A 17 de setembro, novo voluntário santista sucumbia no campo de honra: era Pérsio de Souza Queiroz Filho, do Batalhão de Reserva de Santos, o 8º B.C.R., morto em combate no Setor Norte, Pérsio, tal como Durval Amaral, era filho de São Vicente, e seu nome foi igualmente consagrado pela cidade de Martim Afonso, numa rua e num monumento público.

Este Núcleo objetiva divulgar e perpetuar o sacrifício marcante destes jovens heróis.

domingo, 29 de janeiro de 2012

A REVOLUÇÃO GLORIOSA!

No contexto da revolução de 1930, Getúlio Vargas sagrou-se vitorioso, e auto-intitulou-se “Chefe do Governo Provisório”. Sob esse título, Vargas suspendeu a constituição vigente e instaurou no Brasil uma ditadura.

Iniciada em 09 de julho de 1932, a revolução surgiu como um descontentamento contra o governo Getúlio Vargas. Os revoltosos pretendiam tirá-lo do poder e instituir uma nova carta magna.
Ocorrida entre julho e outubro do mesmo ano, a revolução teve seu pontapé inicial com a morte de quatro estudantes, (Mário Martins de Almeida, Euclides Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa, Antônio Américo Camargo de Andrade) executados por tropas governistas. A partir daí, a sigla MMDC passou a ser sinônimo de uma causa. A causa constitucionalista.
A Revolução de 32 pode ser considerada vitoriosa sobre dois aspectos: não obstante ter perdido no campo militar, venceu no campo político, pois o governo promulgou uma nova constituição (Constituição de 1934). O segundo aspecto é psicológico. A revolução 32, mais que isso, mostrou que uma luta de ideais baseada em princípios pode ser concretizada, mesmo contando uma série de fatores negativos.

São Paulo em armas!

O movimento que se desencadeou na noite de 9 para 10 de julho deste mês e dominou o estado de São Paulo não tem outros intuitos senão reintegrar o país na ordem legal e restituir aos brasileiros o gozo dos direitos e franquias que são o apanágio de nossa civilização.
Pelo que o povo, a guarnição federal e a força pública de São Paulo, fraternizados com os civis e militares de Mato Grosso e em estreita cooperação com as correntes políticas e milícias do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e outros estados, pedem se tranquilizem seus compatriotas e anunciam-lhes que o movimento há de generalizar-se e prosseguir vitorioso, com o duplo e fundamental intento de entregar o Governo Federal a uma junta que, dentro do prazo estritamente indispensável para o preparo e funcionamento da Assembleia Constituinte, leve o país ao regime constitucional.
        Tudo pela união, felicidade e grandeza do Brasil!
        São Paulo, 12 de julho de 1932.

(Manifesto assinado por Pedro de Toledo, Gen. Isidoro Dias Lopes. Gen. Klinger, Francisco Morato e A. de Paula Salles. In: SILVA, Raul Mendes; CACHAPUZ, Paulo Brandi; LAMARÃO, Sérgio. Getúlio Vargas e seu tempo. Rio de Janeiro: BNDS, 2003. P. 171)

sábado, 21 de janeiro de 2012

A REVOLUÇÃO VITORIOSA

No contexto da revolução de 1930, Getúlio Vargas sagrou-se vitorioso, e auto-intitulou-se “Chefe do Governo Provisório”. Sob esse título, Vargas suspendeu a constituição vigente e instaurou no Brasil uma ditadura.

Iniciada em 09 de julho de 1932, a revolução surgiu como um descontentamento contra o governo Getúlio Vargas. Os revoltosos pretendiam tirá-lo do poder e instituir uma nova carta magna.
Ocorrida entre julho e outubro do mesmo ano, a revolução teve seu pontapé inicial com a morte de quatro estudantes, (Mário Martins de Almeida, Euclides Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa, Antônio Américo Camargo de Andrade) executados por tropas governistas. A partir daí, a sigla MMDC passou a ser sinônimo de uma causa. A causa constitucionalista.
A Revolução de 32 pode ser considerada vitoriosa sobre dois aspectos: não obstante ter perdido no campo militar, venceu no campo político, pois o governo promulgou uma nova constituição (Constituição de 1934). O segundo aspecto é psicológico. A revolução 32, mais que isso, mostrou que uma luta de ideais baseada em princípios pode ser concretizada, mesmo contando uma série de fatores negativos.